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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Piauí no topo dos campeões do Enem


O estudante piauiense Bruno Henrique Batista Valcácer, 17 anos, atingiu nota máxima na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio em 2016 e faz parte dos 77 alunos de todo o Brasil a fazer 1000 pontos na prova. Para a sua preparação, usou o poder de análise e crítica da filosofia e sociologia como forma de analisar os fatos e preparar a redação.

No texto do exame, cujo tema foi “Caminhos para combater a Intolerância religiosa no Brasil”, o jovem citou escritores que abordam assuntos ligados a cidadania e direitos humanos e abordou o poder da educação para transformar sociedades de modo a fazer com que se tornem mais justas.

“Eu não tenho tanta aptidão para leitura como é o normal das pessoas que se dão bem na redação, então, já sabendo disso eu passei a pensar em outras estratégias como tentar relacionar com temas filosóficos, sociológicos, históricos e tentar ver isso na sociedade com uma visão mais crítica e tentei relacionar isso na redação”, disse.

Essa foi a quarta vez que Bruno fez o exame, e pode usar uma proposta mais profunda utilizando a educação que as pessoas recebem desde pequenas, como reflexo direto à intolerância que vão apresentar na idade adulta. O estudante nota 1000, que pensa em fazer o curso de medicina, ainda não decidiu qual será a instituição que vai escolher no Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

Apesar de ter gostado do tema e da sua redação, o jovem que sempre estudou na rede particular de Teresina, não esperava conseguir a nota máxima com o seu texto devido o nível de exigência cobrada pelos avaliadores do Enem. Ao tempo em que ficou surpreso, Bruno lembra do seu esforço e de todo o tempo que se dedicou produzindo alguns textos e adquirindo base para suas produções.

Resultado motiva outros alunos

O Ministério da Educação (MEC), divulgou que na edição do Enem de 2016, apenas 77 participantes alcançaram nota mil na redação. O número é menor do que o registrado no ano anterior, quando 104 candidatos conseguiram nota máxima. Em 2014, foram 250 redação com notas mil.

O estudante Bruno Henrique Batista Valcácer lembrou o legado do Piauí ao está entre os participantes que se destacam nas primeiras colocações e alcançam as notas mais altas a nível nacional. “Eu já considerava que era muito importante isso, pois, geralmente desprezam muito o Nordeste e o Piauí, mas sempre estamos mostrando que nossos resultados são muito bons, tanto é que nas instituições de medicina daqui 90% são de estudantes daqui, porque a nota é muito alta e as pessoas de for a não conseguem ter nota para entrar aqui”, disse.

Com o feito, Bruno conta que já tem sido muito abordado pelas pessoas nas redes sociais, que se sentem motivadas com o potencial do estudante piauiense e pedem dicas de como se sair bem na redação e não recomenda decorar tema ou textos e a melhor forma para se sair bem na redação é tentar ter uma base de argumentos que possam ser expandidos para qualquer tema.

Segundo ele, a principal dica é dá maior atenção à redação. “Eu recomendaria a pessoa, mesmo sem ter muita aptidão, é tentar ler sobre os mais variados assuntos e temas, porque a leitura modifica a estrutura de pensamento da pessoa, tem que pesquisar a questão dos conhecimentos filosóficos e sociológicos e conseguir relacionar de forma critica isso com o problema que é tratado com o tema”, pontuou.

Piauiense fecha prova de Matemática

A estudante do Instituto Dom Barreto, Alícia Fortes Machado, de 17 anos, acertou as 45 questões da prova de matemática e suas tecnologias na edição 2016 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ficou com a pontuação 991.5. Com uma facilidade para as disciplinas de ciências exatas, a jovem foi aprovada recentemente no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela também possui um histórico de grandes conquistas em olimpíadas durante toda sua vida escolar.

Alícia disse que em 2016 focou em passar no ITA, e por isso teve que estudar matemática em um nível um pouco mais aprofundado e em um estilo um pouco diferente do Enem. Contudo, como, ao longo dos anos, sempre teve um interesse pela disciplina e estudou bastante a mesma, acabou ganhando a velocidade que é necessária na prova do exame.

Alícia Fortes diz que sempre gostou da disciplina de matemática




"Além disso, eu fiz o Enem um total de 4 vezes (contando com 2016) e acredito que isso colaborou para eu alcançar esse resultado, já que eu treinei nos anos anteriores", destacou. Com relação à rotina de estudos, Alicia revela que todos os dias de manhã e à tarde tinha aula e a noite dedicava o tempo livre para fazer outras atividades. Nos fins de semana também estudava, mas reservava um horário para encontrar com os amigos ou ficar com a família.

Leitura é diferencial na redação

A estudante Wellma Galvão Soares, de 17 anos, aluna do Curso Técnico Médio Integrado em Administração, do CEEP Professora Angelina Mendes Braga, em Pedro II, tirou 980 na redação. Ela conta que ama ler, desde criança é interessada por leitura. Também gosta bastante de escrever e acredita que isso foi o diferencial na sua redação.

“Eu não ficava estudando várias horas por dia, para ser sincera. Acho que a questão principal foi eu sempre ter gostado de fazer textos e redações e ter focado um pouco mais nos estudos durante o ensino médio. Eu não tive um preparo especial, na verdade, apenas gostava de estudar e revisar algumas coisas no meu tempo livre”, disse.

Welma Galvão conta que desde criança gosta de ler


Para Wellma, o tema da redação, foi bastante inesperado, por achar um tema polêmico. Mas a verdade é que amou a proposta de redação. “Caminhos para combater a intolerância religiosa foi um tema ótimo, a meu ver, já que sempre discuti sobre tal assunto no meu meio social”, acrescentou.

A jovem conta que ficou nervosa com o desenvolvimento da redação, mas gosteu do resultado final. Ao saber da nota, ela revela que ficou bastante surpresa, mas estava torcendo para ter uma nota alta, pois havia gostado da redação que fez.

“Meu objetivo era o curso de Administração, pois adoro o ramo empresarial. Mas recebi a notícia de que é provável que dê para entrar em Medicina, então estou vendo todas as possibilidades”, destacou a jovem sobre qual curso vai escolher para seguir.

Revisões foram diferencial

Aos 17 anos e participando do Enem pela primeira vez, a aluna da rede estadual de ensino Milla Campelo, fez 960 pontos na redação. A estudante da Unidade Escolar Maria Mendes Mourão, em Pedro II, enfatiza que não tinha um preparo especial de estudos, mas destacou o preparatório aos finais de semana, da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), como um dos diferenciais para o seu resultado.

Milla Campelo tirou nota 960 na redação do Enem

“A literatura, me ajudou muito. Sou apaixonada por literatura e também sempre li bastante, mas fiz preparatório da Seduc aos finais de semana e isso me ajudou bastante”, ponderou Milla, destacando a qualidade nas aulas que assistia, com um corpo de professores preparados e focados em questões específicas e focadas para as provas do Enem.

O Enem tem sido uma das grandes prioridades da Seduc, que realizou diversas ações através do programa Pré-Enem em 2016 com a realização de revisões preparatórias para o exame, com revisões transmitidas pelo Canal Educação e Rede Meio Norte, rádios e internet.

É preciso planejar rotina de estudos

O estudante Cleysson Francisco Laudisio Sales, de 18 anos, fez 980 pontos na redação e relata que sempre buscou manter uma rotina de estudo bem planejada. Ele fez todo o ensino médio em uma escola estadual da cidade de Porto, e o último ano fez pré-vestibular, buscando otimizar ao máximo seu tempo.
Cleysson Francisco fez 980 pontos na redação

Cleysson desde cedo tentou "amadurecer" seu estilo de estudo, sempre fazendo do modo que mais trazia resultados. Ele estudava no pré e em casa revisava as aulas do dia e fazia exercícios sobre os assuntos, sempre dando pausas entre um assunto e outro, e também fazendo resumo de cada tema, para ajudar a fixar a matéria. “Não senti tanta dificuldade para desenvolver o tema, não era exatamente o que eu esperava, especificamente intolerância religiosa, mas a intolerância em si já era um tema muito esperando e que eu li sobre”, lembra o jovem, que pretende cursar Engenharia Civil.

Ele também lembra o esforço da sua professora Patrícia Lima, que disponibilizou um material que falava sobre intolerância. “No começo da produção, no meio da prova e da pressão, sempre parece faltar argumentos e palavras, mas é só manter a calma e se concentrar de parágrafo por parágrafo que a redação sai”, aconselha.