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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Empresários são presos vendendo produtos superfaturados à prefeituras

Empresários do Piauí e Maranhão foram presos durante operação realizada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (07)


O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), TCU, CGU e TCE deflagrou no início da manhã desta sexta feira (07) a Operação "Escamoteamento" com o objetivo de cumprir mandados de prisão e condução coercitiva de donos de empresas atuantes no norte do estado do Piauí e empresas do Ceará que atuam nas cidades de Cocal, Buriti dos Lopes e outras.

Tais empresas fechavam contratos para realização de serviços, obras de construção com valores exorbitantes sem a devida prestação do serviço para os quais foram contratadas.

Os acusados vão ser conduzidos para sede de Ministério Público de Piripiri, base da Operação, logo após o comboio vem pra Teresina.

Durante a Operação Escamoteamento, deflagrada pelo Gaeco, foram presos 13 empresários, todos do Ceará, 46 mandados de busca e apreensão executados, 36 condução coercitiva, incluindo a parente do prefeito Rubens Vieira, da cidade de Cocal, Auricélia, que recebeu até R$ 40 mil; o coordenador da Comissão de Licitação da Prefeitura, Jeffe, e do pregoeiro John Brenda.

(Crédito: Divulgação)

Entre os presos está o proprietário da empresa de contabilidade “JL Contabilidade”, Joaquim Viana, que movimentou, durante 3 anos, um total de R$ 19 milhões.

O coordenador da operação, promotor Rômulo Cordão, informou que o esquema envolvia venda e fraude de licitação nas prefeituras de Cocal, Codó (MA), Barra do Corda (MA) e outras do interior do Ceará, Piauí e Maranhão, com um desvio estimado em R$ 200 milhões.

Ele afirmou que o esquema envolve 62 empresas, todas do estado do Ceará. O esquema funcionava com fraudes na licitação promovida nas prefeituras.

“A licitação era feita entre as empresas A, B e C, o dinheiro era repassado para as três, mas uma única pessoa retirava. Não tem lógica provisionar dinheiro para essa e aquela empresa e depois sacar o mesmo dinheiro”, declarou Rômulo Cordão, adiantando que a fraude começou a ser percebida, pois todos os saques de dinheiro acima de R$ 10 mil, a instituição comunicava ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) que, por sua vez, encaminhava a informações para o Banco Central.

(Crédito: Divulgação)


O promotor de Justiça Rômulo Cordão disse que quem fazia a movimentação financeira da quadrilha era uma mulher identificada como Ana Cristina, que movimentava até R$ 500 mil, o dinheiro era repassado para fornecedores e pagamentos de propina para agentes públicos.

Entre os presos está também Carlos Kennedy, vulgo “Pesão”, que já tinha sido preso na Operação Província, deflagra pela Polícia do Ceará, para combater crimes de mesmo cunho.

Segundo o promotor, o esquema usava um total de 36 laranjas, que foram conduzidos coercivamente para Piripiri. Desses, 33 são da cidade de Cocal, um de Bom Princípio e dois de Buriti dos Lopes.

Rômulo Cordão informa que entre os laranjas, está uma zeladora, que recebeu R$ 100 mil e tinha uma hilux, que não era compatível com sua renda de R$ 12 mil anuais.
(Crédito: Divulgação)


Documentos apreendidos pelo Gaeco, mostram planilhas com pagamento de propina de 10% para os prefeitos.

Os laranjas são pobres e recebem benefícios do governo. Os empresários são das cidades de Tianguá (CE), Ubajara (CE) e Viçosa (CE). Uma empresa estava sediada na Rua Monsenhor Tabosa, área nobre de Fortaleza.

Segundo o promotor, o valor desviado no Piauí equivale a R$ 18,8 milhões no período de 2013 a 2015. A polícia solicitou a indisponibilidade dos bens. Além dos 5 veículos de luxo.

O superintendente da PF, inspetor Welendal Tenório, disse que participaram da operação 124 policiais, dos estados do Ceara, Piauí, Maranhão, Bahia e Brasília. Foram utilizadas 40 viaturas, um ônibus, um caminhão prancha e um helicóptero. “Essa é a maior operação que o Piauí participa”.

Editado por RNEParnaiba.com
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