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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

EUA colocam filho de Bin Laden na lista de terroristas procurados

O filho de Osama Bin Laden incentivou em 2015 ataques contra 'interesses americanos'



Os Estados Unidos incluíram nesta quinta-feira em sua lista negra de “terroristas internacionais” o filho do falecido chefe da Al Qaeda, Osama Bin Laden. A designação pelo Departamento de Estado de Hamza Bin Laden como “terrorista internacional” baseia-se no fato de que a Al Qaeda havia anunciado em agosto de 2015 que o jovem havia integrado o grupo extremista.

Além disso, em um áudio divulgado em julho passado, Hamza ameaça os Estados Unidos e seus cidadãos, segundo um comunicado da diplomacia americana. O processo administrativo americano prevê “sanções” financeiras e jurídicas contra estrangeiros “que cometeram atos terroristas, ou que representam um sério risco”, segundo o departamento de Estado.

Em consequência, todos os potenciais ativos, bens e contas em nome de Hamza Bin Laden nos Estados Unidos passam a ser congelados e nenhum americano tem o direito de negociar com ele. De acordo com a diplomacia americana, o filho de Osama Bin Laden incentivou em 2015 ataques contra “interesses americanos, franceses e israelenses em Washington, Paris e Tel Aviv” e pediu em 2016 para que as “tribos na Arábia Saudita se unissem à Al Qaeda no Iêmen para fazer a guerra contra o reino saudita”.

Ansioso para se tornar um radical, Hamza Bin Laden escreveu a seu pai, escondido no Paquistão antes de ser morto por soldados americanos em maio de 2011, para garantir a sua vontade de aderir à luta, de acordo com documentos desclassificados da CIA e consultados pela France-Presse em maio de 2015. Hamza, que agora teria cerca de vinte anos, era o filho favorito de Osama Bin Laden, que queria torná-lo seu herdeiro à frente da Al Qaeda.

(Com informações da agência France-Presse)

Fonte: VEJA.com